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domingo, 8 de janeiro de 2012

Bronquite

Fazia anos que não me sentia assim. Peguei um resfriado que por alguns dias não teve sintomas. A vacina de gripe realmente funciona. Pelo menos em mim. Entretanto, o resfriado bloqueou meus pulmões e fiquei com bronquite. Nasci com isto. Nadei muito por causa disto. Mas sei que nunca sairá de mim. E de vez em quando, muito de vez em quando, ela volta para me lembrar que está lá.

A bronquite me fez ter um vida sem excessos. Se ria muito, passava a noite no inalador. Se ficasse na chuva minha tosse durava 4 dias além dela e se experimentasse cigarro ou quisesse fazer uma onda com as meninas, passava o resto da noite tossindo forte, como se estivesse lá para estragar a festa. De fato eu virava um estraga-festas então o melhor era não tentar. Por isto não fumo e sempre fiz muito esporte. E por causa disto acho que também nunca tive interesse em beber, afinal, uma coisa levaria a outra. E no final, estaria tossindo no inalador de novo. 

Estou há dois dias com o peito chiando e uma sensação de sufocamento constante. Impossível respirar forte pela boca sem tossir e ficar com o peito chiando. Espirro pouco, mas existe muito muco do pulmão e do nariz. Já usei 2 rolos de papel higiênico assoando o nariz sem parar. Meu nariz está inchado. Minha garganta doendo com o pigarro proveniente da bronquite. Não me sinto bem. Pareço um velho em final de carreira; daqueles que nunca fizeram esporte e fumaram muito. Aqueles que se movem como se tivessem perdido a vida que já passou por não poderem ter experimentado as belezas de uma vida saudável, sem doenças, sem mal hálito e sem tosse. 

Confúcio dizia que o idiota contesta, o inteligente aceita e lida com aquilo. 

Minha contestação era muda, pois do que adianta contestar veementemente uma condição física. Estudo e esporte até que rompi o ligamento do joelho, de tão intenso que era. Com o joelho operado agora voltarei a ter a vida que tinha neste quesito. E de quebra preciso emagrecer. Por sinal, comecei a ler um livro ontem chamado "você é aquilo que você come", daquela Dra. Gillian, do programa da GNT. Estou gostando muito. 

Se existe alguma diferença entre os outros anos da minha vida e 2011 é que pela primeira vez realmente considerei parar de comer alguns alimentos. Não sou uma pessoa crédula e por isto não costumo fazer sem questionar ou aceitar simplesmente. A frase de Confúcio é um mistério para mim em alguns sentidos, pois a reação é algo natural para mim. A aceitação é muito mais conflitante e necessita de calma e racionalidade. 

Praticamente parei de tomar leite. Somente com lactose bem reduzida. Reduzi o consumo de carne vermelha e comecei realmente a pensar nos benefícios de ser vegetariano. Parece piada isto, pois para que me conhece sabe que decisões de veto e de perda de experiências são complicadas para mim. Minha condição pulmonar já me limita, por isto para todo o resto, tenho uma pré-disposição natural em tentar, experimentar para ter minha própria opinião a respeito. 

Então fica aqui a questão: -- virarei vegetariano este ano  ? 

 

sábado, 26 de novembro de 2011

Desafios

Apesar do pouco tempo com a perna direita imobilizada, tem sido um baita desafio para mim esta situação. Agitado como sou, com movimentos de locomoção reduzidos ao mínimo possível, o desafio está em controlar a cabeça e não começar a pensar em bobagens muito além da conta. Não posso nem ficar de barriga para baixo na cama, que é minha posição preferida de leitura, pois forçaria o joelho para o lado oposto. Desta forma, tenho que ler sentado na minha cadeira do escritório, com a perna direita apoiada no chão mas sem dobrá-la. Não á posição mais confortável do mundo.

Mais do que isto, vem a lição. Para mim, tudo que acontece comigo ou com os outros tem uma lição a ser aprendida. Não porque acredite em qualquer entidade superior que nos ensine através de nossas trapalhadas, mas porque é assim que conseguimos o equilibnrio estatístico da vida. SE só fizessemos besterias, já estaríamos extintos. Se não estamos, é porque uma coisa nos diferencia dos animais inferiores: nossa capacidade de aprender e absorver informações indiretas e subliminares relacionadas aos nossos atos. Estatística e neurociência. Nada mais do que isto.

A consciência nos diferencia dos demais e é justamente esta parte do nosso cérebro, ainda tão pouco desenvolvida, que nos fornece as respostas para as coisas que acontecem em nossa volta. Por que ainda pouco desenvolvida ? Porque ela ainda apresenta defeitos de funcionamento. Esta questão de encontrar relações, causas, efeitos, motivos é algo ainda um pouco incontrolável e por isto, nosso cérebro, com somente 200.000 anos ou menos, ainda não conseguiu diferenciar o que faz sentido do que não faz. Tentamos achar um sentido, uma lógica, uma correlação em tudo a nossa volta. E nosso cérebro trabalha para isto e nos leva portanto a ligar fatos que, de fato, não possuem relação. Em estatística chamamos isto de correlação espúria e já falei deste fenômeno em outros posts.

Não conseguimos evitar e nosso cérebro não consegue trabalhar de outra forma. Portanto, temos uma parte incontrolável da nossa psiqué que age contra a natureza das coisas, tentando dar sentido à fatos aleatórios. Esta é uma discussão longa e podemos chegar até a questões como a existência de Deus, o amor dos pais ou mesmo nossa necessidade de aprovação frente aos outros. Mas não é este o objetivo aqui.

Minha lição por estar semi-imobilizado é que não existe a menor possiblidade de eu reclamar da minha vida quando eu estava com as duas pernas em perfeito estado de funcionamento. Sim, o joelho arrebentado ia me gerar problemas maiores no futuro e por isto eu operei, mas fico imaginando as pessoas que por qualquer motivo nascem ou não podem usar suas funções motoras completamente. É um inferno. Até ir ao banheiro torna-se um ato de extremo cansaço e bravura. Apóia de um lado, senta torto, levanta com uma perna somente e cuidado para não escorregar no piso molhado, pois com uma perna só, se perder o equilibrio já era.

Tudo funciona bem em mim e na minha família e tenho que ficar muito feliz por isto, pois estatisticamente, zero defeitos em um grupo limitado de seres humanos geração após geração é algo pouco provável. Faz parte da nossa evolução, do nosso desenvolvimento e de nossa capacidade de adaptação ao mundo as reações esquisitas que acontecem com nosso corpo ao longo da vida. Ou algúem tem dúvida que a maioria das doenças do mundo moderno é causada por nós mesmos ? Pela nossa alimentação, procrastinção e relutância em evitar o que já é provado que faz mal como bebidas alcóolicas e cigarro.

Mas como se explica então a morte de Steve Jobs, um vegetariano convicto que morreu de câncer de pâncreas ? Nunca disse que ser vegetariano resolve tudo, mas aparentemente, quando o somos, resolvemos o problema da digestão, mas causamos outros relacionados à falta de nutrientes que nos mantém vivos. Pode ser isto ? Claro. Mas não sei ao certo. Alguém sabe ? Duvido.

Desta forma, uma maneira de evitar que a estatística se volte contra você é seguir minimamente os ensinamentos que seu cérebro te ajuda a configurar. Talvez ele esteja inconscientemente te protegendo de algo que está poir vir, mas não existem provas ainda, pois como dito acima, pode não ser nada, um alarme falso.

Que nosso cérebro processa muito mais informações inconscientes do que conscientes, imagino que não seja novidade para ninguém. Só temos acesso a uma pequena parte da nossa capacidade cognitiva e nosso lobo frontal, o que nos diferencia dos macacos, tem no máximo 80.000 anos o que é nada, se comparado à vida na Terra.

Isto inclusive explica a imbecilidade dos seres huimanos que se auto-intitulam racionais. Nosso lobo frontal não permite que sejamos racionais por completo.

Somos racionais desde nossa criação mas a intersecação entre racionalidade, sentimentos e imaginação é feita integralmente quase pelo lobo frontal, que é ainda bebê em termos evolucionários.

Indo na direção ao que me interessa, é claro que o mercado financeiro não funciona direito afinal, muitas das decisões são tomadas de forma não-racional. É incrível que só em 2001 Daniel Kahneman e Tversky ganharam o Nobel sobre a não-racionalidade das decisões. Demorou muito. O mostra como somos limitados nesta parte do conhecimento.

A teoria econômica que contempla a relação entre as partes, como a teoria dos jogos, tem muito ainda a se desenvolver. Em nenhum modelo que eu conheça, pelo menos, as emoções sã

o levadas em consideração. Todos os modelos são uma simplificação muitas vezes tosca da realidade e claro, que com o tempo, ela se prova errada. Mas o que esperavam ? Afinal não dá para medir o efeito das emoções nas decisões. OK, entendo e concordo. E a solução então é tirá-la da equação ? Como se não existisse. Isto eu não concordo.

Li uma frase uma vez que dizia que a racionalidade nos fez chegar até onde estamos e o todo o resto relacionado ao lobo frontal, evitou que não fôssemos engolidos por nós mesmos. Interessante. Lembro desta frase e a imagem que me vem a cabeça é de Saturno devorando seus filhos, um quadro de Francisco de Goya, pertencente a coleção Pinturas Negras.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

JOELHO OPERADO

Finalmente, depois de 14 anos, tomei coragem e operei o joelho. Claro que estava bem pior do que no ano que fiz o rompimento de ligamento e tiveram que consertar cartilagens e remover metade do menisco, além claro do ligamento rompido que foi substituído por um tendão e fixado no osso com 2 parafusos. 

O pior desta operação, ainda mais feita por um médico bom, não é a complexidade dela em si, mas o pós-operatório, que é chato pacas. To em casa já, com a perna imobilizada e dor no joelho. Dormir é um inferno visto que nao posso me mexer. Para mim, qualquer coisa que me faça parar de me mexer já é um inferno. Meu corpo é um instrumento cinético em sua forma mais pura. Penso, ajo e decido me mexendo sem parar. Falo no telefone andando, ando pelo escritório, sentado mexo a perna, os braços e as mãos. 

Deveria ser mais calmo ? Talvez. Mas sou assim e não me incomodo nem um pouco. Passada a fase dos 20 aos 30 anos, onde nos questionamos se encaixamos neste mundo, minha resposta é dada: sim, me encaixo e as pessoas que lidam comigo diariamente gostam de mim assim como sou. Outra coisa: existe uma diferença entre ser agitado e instável. 

Eu não sou instável. Tenho posições firmes, embasadas em muito estudo e leitura e para mudar minha opinião somente com bons argumentos e um ambiente propício. Sou agitado, isto sim. Sou mais parecido com um milk shake do que um copo de nitroglicerina. E me sinto bem desta forma. 

Voltando para minha cirurgia, esta condição elimina minha capacidade de agitação, cerceando meus movimentos e limitando minha atuação. E isto não gosto. Para falar a verdade a postergação desta cirurgia foi mais por nao querer perder tempo no pós, do que pelo fato em si. Agora, semana que vem começa a fisio. 2 horas por dia por algumas meses. 

Tirando o fato que isto dará um pouco de foco em mim mesmo e no meu corpo, haja saco. Mas é exercício e gosto disto. Disseram-me que vou emagrecer um monte e isto é necessário. Ainda mais com o joelho desta forma. Preciso reduzir meu peso. Por outro lado, depois de 6 meses vou voltar a correr, andar de bicicleta sem dor, e fazer esportes com mais paixão. O problema do joelho machucado é que viramos café com leite. Não podemos ter movimento lateral no joelho e por isto, qualquer esporte feito com um pouco mais de empenho ... estoura tudo. 

E disto estou cheio. 

Para alguém competitivo como eu, ser café com leite é quase a morte. hahahaha.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Só pq escrevi uma boa crítica do livro Guia Politicamente Incorreto da Historia do Brasil, saiu hoje no jornal um bater boca interessante entre dois autores de peso na literatura histórico: Fernando Morais (Chatô, Olga, A Ilha, Na Toca dos Leões, etc) e Leandro Narloch (o autor do Guia).

Aparentemente existem diversas inconsistências históricas e falta de fontes confiáveis no livro dele (Guia). Uma pena. Mas a crítica é correta afinal assim também não vale, né !


OESP 15/11/2011

Fernando Morais e Leandro Narloch batem boca na Fliporto

Escritores convidados para Feira Literária discordaram durante embate histórico e conversa sobre Cuba

OLINDA - Nem as batatas cubanas ficaram de fora da mais animada e polêmica entre as mesas da 7ª Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), que reuniu, na manhã desta segunda-feira, 14, em Olinda, os jornalistas Fernando Morais, Leandro Narloch e Samarone Lima. O tema proposto era América Latina para o bem e para o mal e Cuba dominou boa parte da conversa, com defesas apaixonadas de Fernando Morais, que fumava charuto e usava um boné do MST, desiludidas de Samarone Lima, e inexistentes de Narloch. A segunda parte do debate ficou concentrada em criticar os dois livros de Narloch, o Guia Politicamente Incorreto do Brasil, hoje o quinto mais vendido no País em 2011 segundo a lista do Publishnews, site especializado em mercado editorial, com mais de 65 mil exemplares comercializados, e o Guia Politicamente Incorreto da América Latina (Leya).


Quem deu a largada foi o moderador Vandek Santiago. Ele questionou o jornalista sobre as fontes usadas na produção do livro, entre as quais estavam "as más línguas" em capítulo sobre o relacionamento de Perón, na Argentina, com jovens meninas.


Morais se juntou ao debate quando Narloch disse que "vários" cubanos desertaram durante os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. "Foram dois", respondeu. Em outro momento, Narloch afirmou que as conquistas nas áreas econômica e de saúde não valeram a pena para Cuba, o que também irritou Morais. "Essa fala me lembrou Nelson Rodrigues, que era um grande dramaturgo e um péssimo político, e que disse que preferia a liberdade ao pão. Pergunte a uma mãe que está enterrando o filho de cinco anos por desnutrição o que ela pensa disso", disse Morais, que tinha acabado de citar dados da Unesco que mostram que Cuba tem o menor índice de mortalidade infantil entre os países concentrados do sul dos Estados Unidos à Patagônia.


Mais um pouco de conversa sobre liberdade e Cuba e a atenção voltou para Narloch. Fernando Morais, que não leu o livro mas acompanhou algumas entrevistas do autor, mencionou o caráter marqueteiro das obras. O autor chegou a comentar em uma dessas entrevistas que tinha começado a coleção, que terá um novo volume sobre a história do mundo, para ganhar algum dinheiro. "Estou em pânico. Passei a faculdade lendo Fernando Morais e agora estamos quebrando o pau".


"Leandro Narloch se reconhece como uma pessoa de direita. Em um país onde Paulo Maluf se diz de centro-esquerda, alguém de 30 e poucos anos se assumir de direita é de uma honestidade política", comentou. "Mas seus livros deveriam ter uma errata dizendo que eles se chamamGuias Politicamente Corretos porque estão remando a favor da maré e absolutamente a favor do vento que sopra na imprensa, especialmente na Revista Veja", completou.


Samarone Lima, que trazia um dos exemplares cheios "post-it", disse que encontrou uma série de problemas no livro, mas que o principal dizia respeito ao capítulo dedicado ao general Augusto Pinochet. "É de uma inconsistência dolorosa. Nós, jornalistas, trabalhamos com fontes. Você não pode escrever sobre Pinochet usando como fonte um livro lançado pelo governo golpista", disse Lima, que encontrou 12 referências ao tal livro oficial no capítulo.

Enquanto Lima procurava outra passagem, Narloch, já sem graça com a repercussão que seu trabalho tinha ganhado naquele painel, brincou: "Acabou, não dá mais tempo." Mas deu, e ele explicou que decidiu usar esta fonte juntamente com o coautor do volume sobre a América Latina, Eduardo Teixeira, porque as informações batiam com as informações reproduzidas pela esquerda. Ainda desconfortável, perdeu o fio da meada e foi vaiado quando, mais calmo, também citou Nelson Rodrigues: "Quem não é socialista com 20 anos não tem coração. Quem é com 40 não tem cérebro."

Foi então a vez dele contestar uma informação publicada por Morais sobre o episódio das larvas jogadas pela governo americano nas plantações de batatas em Cuba. "Use um pouco do dinheiro que você ganha com direitos autorais e vá até os Estados Unidos checar isso. Nós não vamos ficar aqui brigando pelas batatas cubanas", finalizou Morais.

A participação do público neste debate também foi bastante ativa, tanto que ao invés de perguntas o mediador recebeu comentários e broncas enviados pela plateia para os palestrantes. Uma dessas broncas foi para Fernando Morais e ele também ganhou sua cota de vaia - dessa vez não por ideias, mas pelo charuto que resolveu fumar na tenda da Fliporto.

sábado, 12 de novembro de 2011

LIVRO: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

Terminei semana passada este livro acima. Até certo ponto, sua dinâmica e escrita parecem com do livro CRASH, que já comentei em alguns posts lá atrás. São textos curtos, inseridos em temas mais amplos explicando os erros existentes nos livros de escola sobre a história do Brasil.

O formato do livro eu não gostei muito, pois os textos ficam muito perto do centro das páginas e por isto, para ler temos que ficar forçando a abertura do livro, o que invariavelmente acaba por estragá-lo. A leitura não flui, pois temos que ficar mudando o livro de posição ou a cabeça de lugar para terminarmos as frases. A edição é da Editora LEYA, por sinal, a mesma do livro CRASH.

O autor, Leandro Narloch, escreve bem e explora os temas mais comuns do que aprendemos na escola com uma simplicidade ímpar. Claro que existem partes do livro que, na minha visão, poderiam estar melhor explicadas ou até, melhor escritas. Mas é assim: escrever um livro é um ato interminável. Em algum momento temos que simplesmente abandoná-lo, senão nunca fica pronto. Então, perdôo sem problemas estes pequenos detalhes. Na próxima edição talvez ele os revisite.

Os temas tratados são muito interessantes. Os que mais me chamaram a atenção foram os referentes à morte dos indios - causada em grande parte não pelos colonizadores, mas pelos próprios índios - , sobre a escrotice de D. Pedro I e a inteligência e cultura geral de D. Pedro II. Sua postura pró liberalismo, pró democracia, para aquela época era muito louvável, ainda mais tendo a origem que teve. Apesar do pai ter sido um bronco, Pedro II era formado em filosofia, conheceu Thomas Edison e deu ao parlamento brasileiro extensos poderes de gestão do país. Isto inclusive foi o que de fato acabou desembocando na proclamação da república em 1822. Não foi algo revolucionário, com luta pela liberdade .. nada disto. Foi um movimento natural. Não terminou antes, pq nossa monarquia, se posso dizer asim, era de uma modernidade ímpar, quase única. E isto, graças a D. Pedro II.

Vale dizer, que na época da proclamação da república, o interesse do Brasil era SOMENTE ser independente, mas de forma alguma queriam perder o vínculo com Portugal, de onde vinha toda a infra-estrutura desde educadores, como alimentos, hábitos, costumes e vestimentas. Não houve nenhum tipo de ruptura e aquele quadro, portanto, que existe no museu do Ipiranga com D. Pedro I proclamando a independência, é de uma bobagem histórica arrepiante. Não houve de fato nada disto. Gostávamos de Portugal, dos portugueses e do que traziam da Europa para cá.

Nunca havia sido informado destes detalhes e que mudam completamente o panorama de como as coisas foram feitas aqui na terrinha. O dia do Fico foi um fiasco ... até o texto dito por D. Pedro I que aprendemos na escola não foi exatamente aquilo que nosso Príncipe Regente disse.

Fico pensando na qualidade dos meus professores de história do Brasil, o Boni e o Bellucci, do colégio que estudei. Será que eles sabiam, mas eram obrigados a ensinar em cima de um currículo falso, manipuilado ou simplesmente não sabiam ? E do que somos cobrados no vestibular: somos cobrados por saber uma história que de fato não aconteceu ? Que tipo de amálgama faz parte da base da nossa história e que hoje poderia explicar grande parte dos nossos problemas sociais sem territorialismos, viéses ou bobagens referentes à miscigenação ?

A parte final do livro também é magnífica. Discorre muito bem sobre a mudança do padrão de cor da população, basicamente negros de um lado e brancos do outro, para um ufanismo exagerado sobre o "verdadeiro brasileiro", mulato, miscigenado e por causa disto, de um valor pancultural único. Algo criado pelos intelectuais da época com o falso pretexto de termos um "gene brasileiro", típico da miscigenação de raças e culturas. Esta história foi criada, nunca foi visto deste jeito e nem os estrangeiros nos viam desta forma. O clássico de Gilberto Freyre, Casa Grande e Senzala, publicado em 1933, possui erros e viéses sociais enormes com o intuito velado (?) de criar um povo homogeneizado pela miscigenação. Algo que nunca existiu de fato !!

A exploração do negro e dos índios pelo branco aristocrata e colonizador é, em sua grande maioria, uma história falsa. No início do século existiam vários negros e índios tão ricos e bem sucedidos quanto os brancos, inclusive negros que exploraram durante muito tempo o mercado escravagista, trazendo conterrâneos da África para o Brasil. Incrível, não ? Negros que escravizavam negros. Na África este tipo de postura não era tão incomum assim, por isto inclusive os negros vinham para cá. Lá na terra deles, as tribos já tinham esta poistuira com outras tribos mais fracas.

Bem, gostei muito do livro. Para quem quer sair da caixa, deve ser lido. Me senti muito enganado na escola. Isto é o que aconteceu !! hahaha

Agora estou lendo um outro em inglês, do CEO da OakTree Capital, Mr Howard Marks - The Most Important Thing.

domingo, 30 de outubro de 2011

Fim de semana esquisito

Está terminando este fds. Esquisito. 

Ontem passei o dia resolvendo pendências de casa. Algo que sempre está desorganizado, sem fazer, parece que juntando tudo numa lista tudo fica mais fácil do que aparenta. Lavar o carro da esposa, comprar lâmpadas e reatores para substituir o que está queimado, comprar os apetrechos para minha moto que chega amanha (uhuuu !!), almoçar fora e no fim da noite, um cineminha básico e jantar. 

Mas então pq foi esquisito ? 

Porque parece que não descansei. Li muito menos do que estou acostumado a fazer em outros finais de semana e fui mais atuante do que normalmente sou. Por outro lado, não fiz academia nem um dia, algo que me deixa terrivelmente de bom humor. Fiz coisas que não to acostumado e não fiz o que estou acostumado a fazer. É engraçado como nos acostumamos com tudo, bom ou ruim. 

Parece que meu fds foi em vão, e que segunda-feira começará uma nova semana quase sem ter tido meu tempo de reclusão. Que esquisito isto, pois de fato não é verdade. Ainda sim vi 3 filmes: no cinema fui ver GIGANTES DE AÇO, no paper view da Net vi a porcaria do Thor e ontem no DVD vi MATEMÁTICA DO AMOR, um filminho água com açucar com a Jessica Alba, que deu um sono animal. Geralmente estas atividades a 2 são meio soníferas, pois de tão calmas e tranquilas, acabamos ficando com um sono monstro. 

Li 3 capítulos do meu livro atual, O GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL. O livro é ótimo e estou terminando. Mas preciso acabar de vez. Quero ler a biografia definitiva do Steven Paul Jobs. Ele mesmo, o cara da Apple. 

Ah! Também estou arrumando a nova configuração do Itunes da minha queridinha esposa que atualizou o IOS, e perdeu todas as músicas. Claro que agora ela está desesperada (como se isso fosse motivo) e por isso, fui lá ver o que posso fazer, usando meu backup universal DROPBOX.

Por sinal, quem não tem este negócio, está perdendo uma das melhores invenções dos últimos anos. Guardar todos os arquivos e documentos importantes na nuvem. Tipo o Icloud da Apple, mas nasceu antes e é mais prático de usar. Tenho um plano anual de USD 9,99 por mês e é o dos dinheiros mais bem gastos que existem, pois tenho acesso a todos os meus arquivos de qualquer lugar à qualquer hora. Por sinal, saiu na Fortune deste mês a história do Dropbox. Uma matéria super interessante, que coloquei o link no meu FB. Sem comentários de ninguém. 

No FB todo mundo só conversa de coisas fúteis e rasas. Já tentei entrar em discussões mais profundas, mas não dá. As pessoas não tão lá para isto. É como ver TV no micro ou ter internet na TV. A vibe é diferente. A dedicação ao pensamento é outro. 

Lembrei de outra coisa, achei uma matéria no Valor de quinta-feira sobre uma rede social de trabalhos de design. Achei uma puta idéia interessante e só mostra como este mercado é difícil de ganhar dinheiro, pois a barreira de entrada se não é zero, tá bem perto de ser.

Existem 3 operando no Brasil hoje, onde você paga uma miséria, coloca o que vc precisa em termos de design gráfico e isto é repassado para um monte de freelancers ou agências que pelo preço-miséria fazem o trabalho para você. Claro que tem que aprovar e coisa e tal, dar briefing ... mas tudo eletrônico. Resolvi testar. Paguei R$ 275,00 por um logo e coloquei lá um briefing. Qual o site ? O que usei chama-se We do Logos. Mas tem mais 2 em operação: zooppa e fastmarcas. Vamos ver no que dá. 

Bem, e agora ? 

Dia acabando. Putz ! Não levei o PH para cortar o cabelo. Sabia que tinha esquecido de alguma coisa !! E não fui arrumar minha bike. Preciso encher o pneu e dar uma lubrificada. Fora que acho que precisamos comprar um rack para eu poider andar com o PH no parque. Família, filhos e fds ... ainda não sei o que dá mais trabalho. Mas eu adoro !!!

domingo, 23 de outubro de 2011

FILME: O Candidato

Assisti hoje a um filme muito interessante. Daquela época quando os filmes, para serem feitos, precisavam ter algum objetivo, um roteiro e uma estória que fosse minimamente provocativa ou crível. Feito um pouco antes de eu nascer, o filme "O Candidato", com Robert Redford nos tempos aureos, é um filmaço.

Comparo esta película àquele outro, também de terma político, sobre o caso Watergate, juntamente com Dustion Hoffman, "Todos os Homens do Presidente", que é uma obra prima. Este filme certamente não teve esta missão de ser algo fatal sobre e mordaz sobre o caso que tirou Nixon do poder em 1974, mas ainda sim, toca em um tema muito interessante: a construção de um candidato pela mídia e pelos assessores, preocupados sempre em qual será a próxima eleição, e quem será seu próximo empregador.

Nada relacionado com o que o povo deseja ou as melhores práticas políticas para que os objetivos de longo prazo sejam atingidos. Nada disto. Cada campanha, cada eleição é um jogo rápido que precisa ser vencido. Muito trabalho em pouco tempo. Se para isto, os abutres precisam descaracterizar um homem, transformá-lo no que o povo quer que ele seja, sem problema. Afinal, depois que ele ganhar a eleição quem vai sentar lá, assinar o papéis, defender os pontos de campanha e se responsabilizar por eles é o objeto, não o sujeito.

O filme começa com Robert Redford no papel de Bill McKay, filho de ex-governador que, apesar de não falar em nenhum momento, não gosta dos métodos do pai de fazer política. É um cara com uma ideologia clara e que fala aquilo que pensa. Algo muito idolatrado para os americanos, mas que na prática, quando se está querendo vencer uma eleição, pode causar muitos problemas. É mais ou menos como um Ciro Gomes americano.

Ao longo do filme, vemos o esforço de seu caráter tentando direcionar os discursos, as imagens e aparições públicas. Tudo em vão. Os marketeiros manipiulam imagens, cortam frases e aplicam falas fora do contexto para parecer melhor do que era. Impressionantemente verdadeiro.

No final, o cara acaba cedendo, faz o jogo e ganha a eleição. Tenta não parecer tão fantoche e no último debate com seu oponente, um fantoche velho de guerra, até persiste na tentativa de discutir assuntos mais pertinentes, mas não é levado a sério. A última cena do filme é ele virando para o marketeiro dele e dizendo "ganhei. E agora, o que eu faço ?"

Sim, termina assim. Afinal, a figura que ganhou a eleição acabou distanciando-se da persona que a iniciou. E quem vai sentar no Senado afinal, o produto do marketing ou sua gênese humana ? Brilhante como na política cria-se uma falsa pele que envolve não só a imagem da pessoa, mas toda sua linha de valores, caráter e percepção de certo e errado. Falando deste jeito, lembrei de um outro filme do gênero, com Sean Penn, fenomenal chamado "All night´s men" ou "A Grande Ilusão", uma obra-prima da política.

Robert Redford é famoso pelo seu engajamento político. Sua última atuação foi em Leões e Cordeiros, onde atou juntamente com Tom Cruise, Merryl Strep e o iniciante (naquela época) Andrew Garfield. Por sinal, as melhores cenas do filme são as dicussões entre Andrew, um aluno mordaz, inteligente e cheio de opinião com seu professor Redford. Vale o filme.

Para quem não lembra quem este garoto é, ele interepretou o brasileiro fundador do Facebook Eduardo Saverin, no filme A Rede Social; e será o novo homem-aranha, que será lançado no cinema em breve. Um ótimo ator.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Apesar de não gostar ....

... tive que me render à inteligência das comparações. Por isto estou postando-as aqui. De vez em quando preciso me lembrar que no final, o que nos define é nossa postura mental e não todo o resto que nos cerca.

Na realidade rico não é rico por que tem dinheiro, mas porque tem um espirito totalmente diferente dos pobres. A consequência é ter mais dinheiro.

O rico acredita que pode moldar o seu destino. O pobre acredita que o destino acontece.

O rico assume o compromisso de ser rico. O pobre gostaria de ser rico.

O rico entra no jogo do dinheiro pra ganhar. O pobre entra no jogo do dinheiro pra não perder.

O rico usa juros a seu favor. O pobre usa juros contra ele mesmo, porque quer tudo pra agora.

O rico admira pessoas ricas e as toma como exemplos. O pobre detesta pessoas ricas e as toma como exemplos de mau caráter.

O rico se aproxima de indivíduos bem-sucedidos. O pobre prefere amigos que, como ele, passam dificuldades financeiras e são fracassados.

O rico diz “como posso ter isso”? O pobre diz “não posso ter isso”.

O rico estuda investimentos e faz planos. O pobre diz que “não tem tempo para estas coisas”.

O rico é um ótimo recebedor. O pobre é um péssimo recebedor.

O rico paga a si mesmo primeiro. O pobre paga aos outros primeiro.

O rico prefere ser remunerado pelos resultados. O pobre prefere ser remunerado pelo tempo dispendido.

O rico foca no patrimônio líquido. O pobre foca no rendimento mensal.

O rico, quando sofre uma adversidade, se pergunta “como posso tirar proveito disso?”. O pobre, na adversidade, se lamenta.

O rico identifica os ricos pela sua educação financeira. O pobre identifica alguém como “rico” pelos bens materiais que exibe.

O rico busca a prosperidade financeira. O pobre confunde essa busca do rico com falta de espiritualidade.

O rico foca na solução. O pobre foca no problema.

O rico, numa compra parcelada, calcula os juros embutidos e faz contas para decidir se a compra vale a pena. O pobre só observa o tamanho da parcela.

O rico põe seu dinheiro para trabalhar duro para ele. O pobre trabalha duro pelo seu dinheiro.

O rico administra bem o seu dinheiro. O pobre deixa a vida o levar.

O rico tem uma visão realista dos investimentos. O pobre quando investe pensa apenas no curtíssimo prazo e espera lucros absurdos.

O rico não despreza um rendimento passivo, mesmo que pequeno. O pobre diz “o que adianta botar o dinheiro na poupança se rende tão pouco?”

O rico age apesar do medo. O pobre fica paralisado pelo medo.

O rico foca em oportunidades. O pobre foca em benefícios.

O rico pensa grande. O pobre pensa pequeno.

Se o rico ganha um valor, em algum tempo o patrimônio terá aumentado. Se o pobre ganha um valor, em algum tempo o patrimônio terá desaparecido completamente.

Se você tirar todo o dinheiro de um rico, depois de algum tempo ele estará recuperado. Se você tirar todo o dinheiro de um pobre, ele dependerá de outras pessoas para sobreviver.

O rico diz “tenho que ser rico por causa de vocês, meus filhos”. O pobre diz “não sou rico porque tenho filhos”.

O rico tem um plano de independência para o futuro. O pobre acha que trabalhar até morrer e depender do governo e dos filhos é um plano razoável.

O rico diz “posso ter as duas coisas”. O pobre diz “posso ter isso ou aquilo”.

O rico procura se aprimorar sempre. O pobre acredita que já sabe tudo.

O rico diz “que lição posso aprender com este erro?”. O pobre diz “desde o começo eu já sabia que não daria certo”.

O rico encara um fracasso como um aprendizado. O pobre encara um fracasso como um alerta para nunca mais se arriscar.

O rico fica cada vez mais rico. O pobre fica cada vez mais pobre.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A Few Simple Rules For Money Managers

Este texto abaixo foi mandado por um amigo meu, que disse que as coisas que o cara diz são "a minha cara". De fato gostei muito e por isto estou postando-o. Existem algumas coisas que de vez em quando precisamos nos lembrar, mesmo trabalhando com isto todos os dias. Este texto, me faz lembrar destas pequenas coisas, sem ser irônico ou ficar criticando os outros.

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One of the biggest hazards of being a professional money manager is that you are expected to behave in a certain way: You have to come to the office every day, work long hours, slog through countless e-mails, be on top of your portfolio (that is, check performance of your securities minute by minute), watch business TV and consume news continuously, and dress well and conservatively, wearing a rope around the only part of your body that lets air get to your brain. Our colleagues judge us on how early we arrive at work and how late we stay. We do these things because society expects us to, not because they make us better investors or do any good for our clients.

Somehow we let the mindless, Henry Ford–assembly-line, 8:00 a.m. to 5:00 p.m., widgets-per-hour mentality dictate how we conduct our business thinking. Though car production benefits from rigid rules, uniforms, automation and strict working hours, in investing — the business of thinking — the assembly-line culture is counterproductive. Our clients and employers would be better off if we designed our workdays to let us perform our best.

Investing is not an idea-­per-hour profession; it more likely results in a few ideas per year. A traditional, structured working environment creates pressure to produce an output — an idea, even a forced idea. Warren Buffett once said at a Berkshire Hathaway annual meeting: “We don’t get paid for activity; we get paid for being right. As to how long we’ll wait, we’ll wait indefinitely.” (brilhante !!!)

How you get ideas is up to you. I am not a professional writer, but as a professional money manager, I learn and think best through writing. I put on my headphones, turn on opera and stare at my computer screen for hours, pecking away at the keyboard — that is how I think. You may do better by walking in the park or sitting with your legs up on the desk, staring at the ceiling.

I do my best thinking in the morning. At 3:00 in the afternoon, my brain shuts off; that is when I read my e-mails. We are all different. My best friend is a brunch person; he needs to consume six cups of coffee in the morning just to get his brain going. To be most productive, he shouldn’t go to work before 11:00 a.m.

And then there’s the business news. Serious business news that lacked sensationalism, and thus ratings, has been replaced by a new genre: business entertainment (of course, investors did not get the memo). These shows do a terrific job of filling our need to have explanations for everything, even random events that require no explanation (like daily stock movements). Most information on the business entertainment channels — Bloomberg Television, CNBC, Fox Business — has as much value for investors as daily weather forecasts have for travelers who don’t intend to go anywhere for a year. Yet many managers have CNBC, Fox or Bloomberg on while they work.

You may think you’re able to filter the noise. You cannot; it overwhelms you. So don’t fight the noise — block it. Leave the television off while the markets are open, and at the end of the day, check the business channel websites to see if there were interviews or news events that are worth watching.

Don’t check your stock quotes continuously; doing so shrinks your time horizon. As a long-term investor, you analyze a company and value the business over the next decade, but daily stock volatility will negate all that and turn you into a trader. There is nothing wrong with trading, but investors are rarely good traders.

Numerous studies have found that humans are terrible at multitasking. We have a hard time ignoring irrelevant information and are too sensitive to new information. Focus is the antithesis of multitasking. I find that I’m most productive on an airplane. I put on my headphones and focus on reading or writing. There are no distractions — no e-mails, no Twitter, no Facebook, no instant messages, no phone calls. I get more done in the course of a four-hour flight than in two days at the office. But you don’t need to rack up frequent-flier miles to focus; just go into “off mode” a few hours a day: Kill your Internet, turn off your phone, and do what you need to do.

I bet if most of us really focused, we could cut down our workweek from five days to two. Performance would improve, our personal lives would get better, and those eventual heart attacks would be pushed back a decade or two.

Take the rope off your neck and wear comfortable clothes to work (I often opt for jeans and a “Life is good” T-shirt). Pause and ask yourself a question: If I was not bound by the obsolete routines of the dinosaur age of assembly-line manufacturing, how would I structure my work to be the best investor I could be?

Copyright Institutional Investor 2011

Vitaliy N. Katsenelson, CFA, is Chief Investment Officer at Investment Management Associates in Denver, Colo. He is the author of The Little Book of Sideways Markets (Wiley, December 2010). To receive Vitaliy’s future articles by email, click here or read his articles here.

Investment Management Associates Inc. is a value investing firm based in Denver, Colorado. Its main focus is on growing and preserving wealth for private investors and institutions while adhering to a disciplined value investment process, as detailed in Vitaliy Katsenelson’s Active Value Investing (Wiley, 2007) book.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Texto muito bom !

Vale a pena ler este texto do Alexandre Schwartzman, no Blog dele, A Mão Visível. 

É de uma clareza assustadora. 

Obsessão, de novo

RESOLVIDO

Quero que fique registrado que hoje foi resolvida uma das questões que mais me incomodou nos últimos anos. Tudo aquilo que eu acredito em termos de excesso de auto-confiança, ego inflado, babaquices em cadeia e uma postura absolutamente nojenta hoje, ficaram para trás.

Estou feliz porque pude ser fiel ao que acredito ser certo, e não me deixei levar por provocações infames, gritos e showzinhos na frente de quem nunca me viu na vida. Por sinal, não consigo entender como alguém se presta a se colocar nesta posição na frente de quem nunca viu. E para ser sincero, quero é que se dane.

Não preciso entender todas as nuances da alma humana e nem os devaneios que o excesso de soberba podem causar em sua forma de ver o mundo. Estou livre de ter que me incomodar com este tipo de coisa, de gente esquisita e quero que todos os envolvidos vivam sua vida e esqueçam que eu existo.

Sei como sou, no que acredito e o que penso. E isto não muda. Por isto não preciso ficar provando nada para ninguém e nem querendo mostrar "que meu caminhãozinho é maior que o seu". Pessoas, CRESÇAM, e saiam do meu pé !

Estou feliz que minha família não vai ter mais que pensar neste assunto, pois se preocupavam comigo. Agora isto é passado e vamos resolver um problema de cada vez. Este já foi. Vamos para os próximos. Minha vida é maior que isto, tenho vários negócios para tocar, muita gente para gerenciar e todos sabem como sou, meu caráter e minhas realizações.

Não levo inimigos para nenhum lugar onde vou e quando for velho, tenho certeza que terei histórias incríveis para contar para meus netos. Fim deste capítulo pentelho na minha vida. Aberto pelo meu excesso de energia e vontade de fazer certo. E agora, fechado por entender, que tem gente que nasceu para se danar. E eu não posso fazer nada a respeito.

domingo, 25 de setembro de 2011

A dúvida sem resposta - parte 1

Há um pouco mais de 10 anos me juntei a algumas pessoa do segmento de informática e marketing para fazer uma empresa de internet. Eram pessoas geniais e um deles, meu amigo pessoal. Eram outros tempos, eu era outra pessoa e a Nova Economia despontava como sendo a mais nova onda a se pegar. 

Eu sempre gostei muito deste meu amigo. Alguns anos mais velho do que eu, posso chamá-lo de quase gênio, pois sua habilidade em ciências exatas era fenomenal. Nos conhecemos inclusive durante o colegial quando me dava aulas de física. Não que eu seja um completo idiota em física, mas para ele era tão fácil entender a dinâmica das polias, velocidades, pesos e dinâmicas dos materiais que somente tendo a aula com ele me deixava fascinado. Não era tanto o que sabia, mas o que ele entendia que me fascinava. Acabamos ficando amigos e desta amizade, depois de mais de 10 anos, surgiu esta oportunidade. 

Seus amigos entretanto, muito inteligentes também, não eram para mim tão legais como ele. Aos cinco minutos do primeiro tempo e muito pouco esforço envolvido no processo a relação dos 4 pseudo-sócios acabou azedando e ele foi a minha casa para dizer que tinham decidido que eu não estaria mais no grupo. Ele foi muito gentil e fez isto de uma forma muito bacana, descaracterizando a questão pessoal desta demissão do cargo de sócio, se assim posso dizer. E nossa amizade continuou. 

Naquela época eu era uma pessoa diferente do que sou hoje. Muito mais insegura quanto as minhas capacidades e por isto, mais reativa e agressiva quanto aos meus pontos de vista. Fui colocado na equipe pela minha capacidade de implementação, algo que desde jovem já se mostrava diferente das outras pessoas. Mas naquela época, esta minha capacidade ficava escondida atrás de um temperamento irrascivel, intolerante, crítico e de certa forma, bastante agressivo. Era mais difícil conviver comigo. Sei que não sou uma boa companhia quando estou preso e sem opções e naquele começo de vida, eu estava meio que neste ambiente, de extrema provação pessoal. E o que todos tinham a ver com isto ? Nada, mas tomavam mesmo assim. 

Desta forma, a decisão deles que para mim não foi nada agradável, pois não estava acostumado a perder, acabou sendo uma lição um pouco dura sobre os efeitos do nosso temperamento em um mundo que não perdoa. Meu amigo teve que ceder aos outros sócios e me tirou do jogo. Fiquei triste, do meu jeito, introspectivo, pensando em como fiz aquilo e como cheguei àquele ponto. Cresci certamente, mas ficou uma marca na minha alma, pois se já não esqueço quase nada que acontece com os outros que me rodeiam, imagine as coisas que acontecem comigo. Lembro dos detalhes da conversa, dos motivos, das pessoas e seus temperamentos, minha reação e minha frustração na época como se fosse hoje. 

Os anos passaram, montei minha empresa e começamos a trabalhar. Outros sócios, outras histórias e um temperamento irrascivel ainda, mas já solapado por um golpe tomado alguns anos antes. Se a carne amolece por meio de marteladas, a alma a faz pelas nossas experiências em vida. E a minha, estava em processo. 

Por uma coincidência, o negócio deles de onde fui expelido também não deu certo. Mas isto é uma outra história. O ponto é que os três remanescentes ainda tinham seu negócio principal e estavam desenvolvendo um sistema fenomenal, que na minha visão, poderia mudar o mercado. Era o começo da minha empresa e apesar de não gostarem do meu temperamento se renderam à minha capacidade de analisar e implementar novos negócios e nos contrataram para estudar a viabilidade deste novo sistema, captar potenciais investidores e dar uma visão e embalagem de empresa para ele. Uma forma pomposa de dizer que fomos contratados para fazer um plano de negócio, uma estimativa de valor futuro para aquilo e passar estas informações para investidores potenciais. 

Fizemos e ficou muito bem feito. Mas a inépcia dos sócios da empresa em lidar com negociação, finanças e captação de recursos era de fato muito grande. Não que isto seja uma crítica, pois o talento deles para o produto que desenvolveram eram espetacular. Mas faltava uma ponte para o mercado. Algo que eu sabia fazer muito bem. 

No final de alguns meses e depois de algumas reuniões fracassadas com investidores; algumas por culpa deles e sua inabilidade e outras, a maioria, pela incompetência dos investidores de empresas no Brasil que na grande maioria das vezes sabem menos do que os próprios donos do dinheiro dados a eles para investir. 

Era uma época difícil para minha empresa também, que estava no começo e muito a se provar. Mas o resultado foi bastante interessante e todos ficaram contentes em saber que aquele produto tinha potencial de virar um negócio por si só, explorando modelos de receita recorrente e não somente de venda de caixinhas para serem instaladas. A criação de regas de funcionamento, função de cada modelo de negócio dos clientes, fazia com que a receita recorrente pelo uso fosse cada vez mais incrementada também por trabalhos de consultoria. Em suma, na minha visão, o produto era certo para o momento da economia que estávamos e se fosse um investidor teria colocado dinheiro ali sem pestanejar e feito as mudanças necessárias de dentro para fora. 

Esta empresa deu certo. 10 anos depois ela fatura por volta de R$ 30 MM por ano e tem uma carteira de clientes invejável. Os sócios, mesmo aos trancos e barrancos, com brigas, desentendimentos e doenças ao longo do caminho construíram um negócio de sucesso e com um futuro promissor ..... se eles não fossem diferentes e que esta diferença não ficasse cada dia mais evidente conforme iam ganhando dinheiro. 

O dinheiro dá liberdade de pensamento e ação. Liberta a alma das amarras de se fazer por obrigação. Todas as obrigações, desde a criação dos filhos, até ter um carro melhor passando por até trabalhar menos afinal, o dinheiro também permite que haja uma liberdade temprária enquanto ele existir. E esta liberdade recreduce dentro de cada um de uma maneira diferente, mas em todas, mostrando na maioria das vezes quem realmente somos. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CRASH - Uma breve história da economia - da Grécia Antiga ao Séc XXI


Escrito por Alexandre Versignassi, um jornalista da revista Superinteressante, a idéia de escrever um livro sobre as diversas histórias econômicas desde a Grécia antiga de uma forma mais branda, com pouco economês é de fato louvável.

O livro é delicioso para qualquer pessoa. Mais ainda para quem gosta do tema mas não aguenta a chatice dos livros técnicos sobre este tema como A História da Riqueza do Homem, do Leo Huberman, que é uma jóia, mas só para letrados, pois é difícil.

Eu o indiquei para várias pessoas que não são economistas, mas gostam do tema, do ambiente agitado de mercado e deste negócio de se ganhar dinheiro não se produzindo nada (como diria Gorgon Gekko, em Wall Street - poder e cobiça, dirigido por Oliver Stone). Tem um certo glamour, né ?

A parte do livro que fala do descobrimento do Brasil e as empresas montadas para explorar o mercado com as Índias (sal, pimenta e especiarias), mais especificamente as histórias dos holandeses que montaram a primeira corporação com ações listadas e acionistas para eventos aventureiros como estes são deliciosas.

As outras histórias sobre desvalorização do poder de compra das moedas adicionando-se menos prata na Grécia antiga, ou o início da Libra Esterlina, ou seja, 1 libra de prata do tipo Esterlina, que é a mais pura de todas são ótimas e muito educativas. Existem várias outras ao longo do livro e todas deste tipo.

Gostei muito da leitura e da forma coloquial como os temas são desenvolvidos e entremeados por curiosidades sobre os temas tratados. É realmente muito difícil adjetivar um livro como sendo delicioso, mas esta é a única palavra que me faz tentar explicar como foi minha experiência de leitura dele.

Não se nota que o está lendo e melhor ainda, um daqueles livros para ter na biblioteca e sempre a mão para uma consulta afinal, no mundo tão financeiro como o que hoje estamos vivendo, onde na maioria das vezes, a versão dos fatos é contada somente por quem vence, ouvir o outro lado, ou neste caso, os outros lados, é realmente muito interessante.



domingo, 18 de setembro de 2011

Fernando de Noronha









Ontem voltei da ilha de Fernando de Noronha. Perdi as contas de quantas vezes me programei para ir e acabei não conseguindo me organizar para tanto. O melhor mês do ano, quando as águas estão mais claras, é em setembro. A questão é que existem 4 pousadas boas lá e a que eu queria ficar não aceitava crianças com menos de 10 anos. E muitos mais turistas querendo ir do que quartos disponíveis.

Mesmo com a limitação de pessoas imposta pelo governo na ilha. Que por sinal, não acho que funcione, pois o controle é muito porco. Dúvido que do jeito que fazem tenham capacidade de bloquear alguém que esteja chegando por excesso de contigente. Mas ok .... vamos acreditar que eles cuidam disto, pois sinceramente, deveriam.

Claro que deixava para saber se poderia sair em setembrpo no mês anterior, agosto, e as passagens então estavam caríssimas, as pousadas lotadas e a logística toda era mais complexa além de ser mais cara. Por isto, neste ano resolvi acabar com esta pendência logo depois do ano novo e fechei a viagem em janeiro.

Paguei tudo .. hotel e passagens. Avisei na empresa e bloqueei a agenda de todos em janeiro, os dias que ficaria fora em setembro para não ter xabu. Me programei para fazer um curso de mergulho, fui ver preço e tudo mais... mas acabou não acontecendo. Muito trampo todos os dias a noite por uma semana ou sábado o dia inteiro. E preguiça master, claro.

E no final, ainda bem que não o fiz, pois pegando jacaré em uma das praias de onda lá de Noronha, Cacimba do Padre, onde tem até uma das competições do campeonato mundial de Surfe, bati a perna quase chegando na areia em um pedaço de pedra no meio do mar. Estou com a coxa direita praticamente toda preta do hematoma. A dor foi enorme, mas achei que tinha raspado em um torrão de areia. Pedra é meio demais, pois imaginei que poderia ter me machucado muito mais. Mas foi pedra mesmo. Ainda bem que que ela continua aqui, grudada no meu quadril.

Bem, com este hematoma exatamente na perna que tenho o ligamento rompido, a chance de carregar um cilindro de oxigênio andando com pé de pato é quase zero. Por isto cancelei o mergulho de cilindro lá. Farei agora o curso aqui em São Paulo com calma, e voltarei a Noronha mais determinado a mergulhar do que desta vez.

O lugar é realmente incrível e recomendarei a todas as pessoas que querem conhecer um pouco mais do Brasil não deixar de ir. Tudo preservado pelo ICMBio e IBAMA de um jeito bastante sério, quase xiita. Ficou pior para os moradores depois que grande parte dos parques, piscinas naturais e pontos de mergulho foram destinados somente a preservação e pesquisa. Muito necessário, entretanto, tendo em vista nossa capacidade de destruir tudo que colocamos a mão.

Mesmo assim, tem muita coisa para fazer, muita praia bonita para visitar e muito passeio de buggy (aluguei um a semana toda) e por incrivel que pareça muito restaurante bom para comer. Em suma, um programa daqueles inesquecíveis. Tenho certeza que o PH não vai esquecer nunca mais esta nossa viagem, pois ficou inundado de fotos incríveis que tiramos, natureza, mar, vento, areia, ondas, peixes lindos, arraias e tartarugas nadando entre a gente sem o menor problema. Imagine esta experiência para um menino de 7 anos.

Eu fiquei maravilhado com a beleza do lugar, a tranquilidade das pessoas e a vida eco-responsável que todos que moram lá possuem. Sem stress, preservando o que existe e ensinando os turistas o real valor de ter aquele santuário sem vendedores de queijo qualho na praia, amendoim torrado, canga e saída de praia. Nada de barulho a não ser o som das ondas do mar batendo nas pedras. Tubarões se alimentando muito calmamente no rasinho sem nem olhar para você (ainda bem !!). E são grandes .. vimos tubarões de 2m de comprimento sem muito procurar. E claro, vimos os golfinhos. Tirando o chavão de "que lindos !!!", são realmente muito bonitos e vê-los nadando ao lado da embarcação é emocionante.

É um ensinamento enorme para nós moradores de cidades grandes poluídas e barulhentas. É uma lição de humildade sobre a interação do ser humano com o ecossitema que o criou. Nos sentimos parte do todo em Noronha, parte da cadeia alimentar, do ciclo da vida. Um sentimento que há muito tempo não sentia. Um real sentimento de interdependência entre os seres vivos, a natureza e nossas ações diárias.

Voltei renovado e mais feliz. A cidade grande, cinza e de concreto nos consome algo que só percebemos quando voltamos à natureza. Estão certas as pessoas que lutam pela preservação tendo como visão que não conseguiríamos viver sem lugares como Noronha. E só sentimos isto quando vamos para lá, olhamos o mar e nadamos ao lado de uma tartaruga mais velha que você. É uma lição de humildade.

sábado, 10 de setembro de 2011

A Era da Turbulência - Alan Greenspan


Semana passada quando fui para o Chile, terminei o livro do Greenspan, A Era da Turbulência. Faltava pouco e depois de quase dois meses finalmente consegui terminar.

O livro tem umas 500 páginas, foi escrito no auge de sua carreira, logo após ter saído da presidência do FED, isto é, em 2006, quando suas teorias sobre desregulamentação de mercado estavam no auge. Digamos que quase no auge, tendo em vista qwue o governo Bush transformou um superávit deixado por clinton de 300 bi por ano em um déficit de 1,5 tri por ano com suas guerra, corte de impostos e trapalhadas políticas.

Acredito inclusive que este tenha sido o real motivo de sua saída do FED. O livreo não é inteiro dedicado a sua biografia, o que é um alento tendo em vista que mais de 20 anos de presidência no FED não devem ser realmente muito emocionante e cheio de aventuras. Sua biografia termina próxima a págiuna 100 e o restante são capítulos que expolicam suas idéias sobre educação, tecnologia, globalização, dívida e um tema muito importante e recorrente no livro, a aposentadoria do baby boomers, filhos do pós guerra que estão agora começando a entrar em aposentadoria.

E por que isto é um problema ? Por que segundo o autor, somente este fato isolado irá gerar um descompasso de gastos da ordem de alguns trilhões na previdência americana e que isto deveria ter sido pensado durante os últimos 15 anos de forma a equalizar esta massa de novos aposentados entrantes, sem a correspondente entrada de novos pagantes na estrutura previdenciária. Basicamente com a taxa de natalidade caindo, este é um problema que vamos enfrentar em todos os países desevolvidos e em desenvolvimento.

O Brasil inclusive tem taxas de natalidade declinantes há 1 década já e uma expectativa de vida que passa dos 70 anos. Não é possível um sistema previdenciário que não quebre com uma estrutura destas. E não existem muitas soluções à vista: ou aumenta-se gradativamente as idades de aposentadoria, visto que vivendo-se mais com saúde, as pessoas podem trabalhar até mais tarde, ou aumentam-se os impostos de quem está na idade economicamente ativa para cobrir este tipo de benefício. Se somarmos a esta equação que não somente os pagantes estão aumentando sua expectativa de vida, mas os pertencentes à rede social ou seja, aqueles que não contribuem na vida, mas recebem o benefício, teremos um problema maior ainda e a solução talvez seja tomar ambas as atitudes acima.

Nos EUA, cuja rede social é até mais extensa que a brasileira a questão é ainda mais SÉRIA. Afinal, além de Bush ter destruído o superávit orçamentário e cortado importos para dinamizar a economia (tipo na segunda guerra mundial), tivemos a crise do mercado imobiliário de 2008 que colocou o pavoroso plano TARP em ação. Somente esta idéia de Obama e sua administração já vai de encontro às ideias liberais do livro do Greenspan.

Pelo livro, o mercado tem o poder de se autoregular, expulsando os ineficientes e criando novos empregos para os mais aptos. E eu concordo com isto. Daí, quando o mercado explode e os banco se alavancam mais do que deveriam, o governo pega alguns trilhões de dólares dos contribuintes que deveriam ser usados para todo o resto de coisas que um governo tem que cuidar, e usa para salvar os bancos por medo de um colapso maior.

Legal ! Mas daí o mercado não se regula nada então. Esta atitude salvou os bancos mas jogou a economia americana em uma situação delicada, onde os bancos emprestam pouco, as pessoas consomem pouco e por aí vai ... com o risco de entrarem em um processo ou inflacionário (por causa do excesso de dívidas - caso tenham que dinamizar a economia jogando mais moeda no mercado) ou deflacionário, o que seria pior ainda, tendo em vista que aumentar as dívidas do governo para acelerar a economia talvez não haja mais espaço no orçamento para isto. Tendo em vista que os maiores credores americanos são China, Japão e Brasil, é algo que precisa ser analisado com calma. No mínimo.

As idéias de Greenspan entretanto são muito articulados e seus argumentos sobre a destruição criativa gerada pela globalização, segurança de contratos e ambiente não inflacionário fazem muito sentido para a criação e amnutenção do desenvolvimento econômico. Não é a toa que apesar dos problemas, o desenvolvimento tecnológico, social, político e do pensamento empresarial no século XX foi realmente estrondoso. Somos uma raça nova com pouco mais de 150.000 anos de existência e nossa capacidade de influenciar na dinâmica global, de um mundo que está aí a 6 bilhões de anos é incrível.

Gostei muito do livro e recomendo para quem gostar do tema. Nçaoi li de ranheta, para achar motivo para criticá-lo como muito têm falado para mim. Acho o cara genial, articulado e muito ponderado em suas questões, e o livro mostra isto muito nos capítulso que ele discorre sobre suas idéias.

Este cara é froa da curva, e sua inteligência e idéias sobre o mundo mesmo com seus mais de 80 anos são dignas de uma leitura bem atenciosa de seu livro. Não é uma leitra trivial e muito menos simples. existem temas e capítulos que tive que ler algumas vezes para entender o cerne das questões levantadas. Por sinal, o li com uma caneta de grifo, marcando as melhores conclusões e passagens. Recomendo que quem for ler, leia desta forma, quase estudando afinal, nada mais interessante que uma mente afiada, culta e inteligente para nos mostrar que não existe somente um Norte, mas vários e depende de onde você está olhando.